Irã exige retirada dos EUA da região e diz que não recuará no Estreito de Ormuz

General afirma que bases americanas serão alvo caso a infraestrutura iraniana seja atacada.

O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, general Abolfazl Shekarchi, afirmou nesta quinta-feira (16) que Teerã "insiste na retirada dos Estados Unidos da região" e "nunca recuará" no controle do Estreito de Ormuz. A declaração ocorre em meio à escalada militar no Golfo Pérsico.

Segundo Shekarchi, o Estreito de Ormuz é "a única via de passagem local". O general afirmou que a soberania iraniana sobre a área "é um fator de segurança para toda a região".

Ele acusou os Estados Unidos de terem "saqueado durante anos os países da região" e de serem um "fator de insegurança".

Ameaças

Shekarchi destacou que, se a infraestrutura iraniana sofrer danos, todas as instalações americanas na área se tornarão alvos de Teerã.

O militar disse que a retirada dos EUA não é um "desejo egoísta" do Irã, mas uma necessidade para a estabilidade regional. "Se os Estados Unidos não estivessem aqui, ninguém na região estaria em conflito com os outros", declarou.

O general acrescentou que o Irã continuará respondendo aos ataques e afirmou que Washington já recebeu "golpes firmes". Segundo ele, a doutrina militar iraniana é atacar o inimigo "com força".

Fortes declarações

O militar afirmou que as Forças Armadas iranianas farão os adversários "pagarem com sangue" pela morte de seus mártires, informou a agência Tasnim.

"Nunca daremos marcha à ré diante do sangue dos nossos mártires", declarou. O general também acusou os Estados Unidos de terem "assinado um acordo e o violado no dia seguinte".

Shekarchi afirmou que a República Islâmica "não tem dúvida" de que seus adversários "não podem alcançar nada no campo de batalha" e que "a única saída é deixar a região e viver como pessoas normais no mundo".

"A reputação dos americanos foi arruinada nesta guerra, e quanto mais tempo ela continuar, mais se deteriorará", acrescentou.