EUA deveriam reconhecer força do Irã o quanto antes, diz ex-oficial do governo Trump

Para Joe Kent, os ataques e assassinato de Ali Khamenei, em vez de fragmentar o país, serviram para consolidar a união nacional no Irã.

O ex-chefe de antiterrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, defendeu, no sábado (18), em uma publicação no X, que Washington deve retirar suas forças militares do Oriente Médio e acabar a guerra na região.

"O Irã emergiu como uma grande potência regional — quanto mais cedo reconhecermos essa realidade e ajustarmos nossa postura de acordo, mais forte será nossa posição", afirmou ele na publicação.

Kent, que renunciou ao cargo em março deste ano após denunciar publicamente o que classificou como falsos pretextos utilizados pelos Estados Unidos para a ofensiva conjunta com Israel contra o Irã, argumentou que os meses de confronto militar apenas fortaleceram a posição de Teerã e que uma escalada contínua prejudicará a economia global e norte-americana.

O ex-oficial afirmou que não existe solução militar para o conflito. Segundo ele, as bases militares na região são "passivos e relíquias do passado", e a prioridade dos Estados Unidos deve ser encerrar as hostilidades e restaurar o livre fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.

Já sobre o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, Kent afirmou que "em vez de fragmentar o regime, uniu os iranianos" e todo o país "se reuniu em torno da bandeira da Guarda Revolucionária".

Escalada no Oriente Médio