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Vendas de carros chineses no México disparam apesar das tarifas do governo mexicano

Em resposta às acusações de Pequim, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a decisão não foi motivada por questões geopolíticas, mas para proteger empregos nas indústrias locais.
Vendas de carros chineses no México disparam apesar das tarifas do governo mexicanoGettyimages.ru

Apesar das tarifas impostas pelo governo de Claudia Sheinbaum para conter o aumento das importações da Ásia, as vendas de veículos chineses no México aumentaram quase 30% durante o primeiro semestre de 2026, informou a Reuters na segunda-feira (20), citando um relatório de vendas elaborado pela Associação Mexicana de Distribuidores de Automóveis.

Segundo o documento, as vendas de carros fabricados na China representaram 17% de todos os veículos novos vendidos no mercado mexicano entre janeiro e junho deste ano.

O Subsecretário de Comércio Exterior do México, Luis Rosendo Gutiérrez, garantiu à agência americana que o número se deve à venda de carros chineses importados antes da entrada em vigor da nova tarifa.

Segundo ele, o verdadeiro impacto da decisão comercial adotada por seu país se reflete na queda de 43% nas importações de veículos fabricados na China durante os primeiros cinco meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. 

"O importante não são os números de vendas. O importante é que as medidas interromperam as importações de veículos da Ásia", argumentou o funcionário.

Negociações e disputas

O crescente volume de exportações chinesas para o México, particularmente no setor automotivo regional altamente integrado, é um dos pontos principais da nova rodada de negociações que será realizada esta semana entre representantes do México e dos EUA a respeito do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (USMCA).

Em dezembro, Sheinbaum sancionou uma lei tarifária que inclui tarifas entre 5% e 50% sobre as importações de países asiáticos com os quais o México não possui acordos comerciais. No entanto, a China foi visivelmente a mais afetada, visto que é o segundo maior parceiro comercial do México em termos de exportações, atrás apenas dos Estados Unidos.

Em resposta às acusações de Pequim, a presidente afirmou que a decisão não foi motivada para proteger empregos nas indústrias locais.

"Não temos uma agenda geopolítica; o que estamos fazendo é impor uma tarifa para proteger uma indústria no México, independentemente do país onde ela é produzida", argumentou.