
EUA anunciam novas tarifas contra o Brasil e dezenas de outros países

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (23), a imposição de novas tarifas contra o Brasil, a União Europeia, o Japão, o Reino Unido e dezenas de outros parceiros comerciais, sob a justificativa de combater o trabalho forçado e restringir a entrada de produtos ligados a cadeias de produção que utilizam essa prática.
Segundo o governo Trump, as tarifas foram definidas com base no grau de compromisso de cada parceiro comercial no combate ao trabalho forçado. Países como Reino Unido, Canadá, Índia, México e Argentina receberão tarifa de 10%, enquanto determinados produtos da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan serão taxados em 10% ou 12,5%. Os demais países investigados, entre eles o Brasil, estarão sujeitos à alíquota de 12,5%.

O governo americano também prevê exceções para alguns produtos. Ficam isentos, por exemplo, matérias-primas cuja taxação possa comprometer o abastecimento interno dos EUA, bens considerados essenciais para evitar impactos econômicos, itens que não possam ser produzidos em quantidade suficiente no país e determinados produtos de parceiros que estejam avançando na adoção de restrições ao trabalho forçado.
Brasil na mira das tarifas
No caso do Brasil, a nova tarifa de 12,5% será aplicada em conjunto com a sobretaxa de 25% que entrou em vigor em 22 de julho. Washington justificou a alíquota inicial alegando que Brasília promove a "censura" de empresas de tecnologia norte-americanas, permite o "desmatamento ilegal da Amazônia" e impõe barreiras ao acesso do etanol produzido nos EUA ao mercado brasileiro.
Já a tarifa anunciada nesta quinta-feira (23) foi justificada pelo governo Trump com a alegação de que o Brasil importaria insumos e produtos de países que utilizam trabalho forçado, incorporando-os às cadeias produtivas nacionais e obtendo, assim, uma vantagem competitiva considerada desleal em relação aos Estados Unidos.
