
Irã revela o que pode transformar um aliado dos EUA em alvo

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã advertiu que países envolvidos no apoio militar aos Estados Unidos poderão ser tratados como alvos de suas forças.
A declaração foi dirigida ao Reino Unido, que autorizou Washington a continuar utilizando bases britânicas em operações contra o território iraniano.
"Qualquer nação que apoie os Estados Unidos em um conflito, seja o Reino Unido, os Estados do Golfo Pérsico ou outros, será considerada por nós um objetivo legítimo", afirmou o porta-voz da Guarda Revolucionária, general de brigada Hossein Mohebbi.
Segundo o porta-voz, bombardeiros B-1 dos Estados Unidos utilizaram recentemente aeroportos britânicos. Mohebbi declarou que, caso a cooperação prossiga, essas instalações serão "um objetivo claro e legítimo" para as forças iranianas.
O general acrescentou que a Guarda Revolucionária dispõe de "um plano específico para cada eventualidade".
Bases britânicas entram no cálculo de Teerã
A advertência ocorre após o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, manter a autorização para que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas em ações contra o Irã. A medida dá continuidade à posição adotada por seu antecessor, Keir Starmer.

Washington e Londres classificam essas ações como "operações defensivas". O governo britânico afirma que os ataques buscam reduzir a capacidade militar de Teerã e os riscos para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Meios de comunicação britânicos informaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona Burnham para garantir o acesso a instalações como a base aérea de RAF Fairford e o atol de Diego Garcia, usado por forças norte-americanas em operações no Oriente Médio.
Trump, que demonstrou insatisfação com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte à operação Fúria Épica, realizada em fevereiro, pretende continuar utilizando bases europeias "para reforçar a segurança global e europeia", segundo fontes citadas pelo jornal The Telegraph.
Em 20 de julho, Trump e Burnham conversaram por telefone. O presidente dos Estados Unidos classificou o diálogo como "muito bom".
