
Ginástica europeia confirma retorno da bandeira e do hino da Rússia às competições

A Assembleia Geral Extraordinária da European Gymnastics (União Europeia de Ginástica, UEG) ratificou, nesta terça-feira (28), a participação de atletas russos em competições europeias com sua simbologia nacional. A informação foi divulgada pela Federação Russa de Ginástica em comunicado.
A regra geral para os torneios realizados sob a supervisão da UEG passa a estabelecer que os ginastas russos poderão competir sob a bandeira nacional e com a execução do hino da Rússia. A decisão alinha o regulamento da entidade às normas vigentes da World Gymnastics (Federação Internacional de Ginástica, FIG).
Para as competições cujos direitos de organização foram concedidos antes desta terça-feira (28), será aplicado um regime transitório aprovado durante a reunião do Comitê Executivo da World Gymnastics realizada em julho.

Esse mecanismo excepcional só poderá ser utilizado quando a legislação ou exigências obrigatórias das autoridades do país anfitrião impedirem a exibição da simbologia estatal russa. No entanto, o regime transitório diz respeito exclusivamente ao uso dos símbolos nacionais e não afeta a participação de atletas russos nas competições.
Já para as competições cujos direitos de organização forem concedidos após terça-feira (28), não haverá exceções. Todos os eventos deverão permitir a presença da bandeira e do hino russos sem restrições, conforme estabelece a nova norma.
A Federação Russa de Ginástica afirmou que continuará colaborando com a European Gymnastics, a World Gymnastics e os organizadores de torneios para garantir a implementação efetiva da decisão e o respeito aos direitos de seus atletas.
Anteriormente, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que os chanceleres do bloco "condenam veementemente" a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de autorizar a participação de atletas russos e bielorrussos em competições internacionais.
Nove Estados-membros da União Europeia — Estônia, Dinamarca, Finlândia, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Polônia, Romênia e Suécia — chegaram a enviar uma carta ao comissário europeu para Cultura e Esporte, Glenn Micallef, pedindo a suspensão dos repasses financeiros ao COI em razão da decisão. Em resposta, o Comitê afirmou que não mudaria sua posição apesar das pressões.
O Comitê Olímpico Russo sempre classificou os critérios e restrições impostos por organismos esportivos internacionais como "discriminação esportiva" e uma violação dos direitos humanos, além de defender "igualdade de condições para os atletas de todos os países".
