
Lavrov: Ocidente cria 'ruído propagandístico' para semear ódio contra a Rússia

O Ocidente trava uma "guerra jurídica" contra a Rússia por meio de numerosos processos judiciais paralelos e sanções aplicadas, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, durante uma mesa-redonda de embaixadores sobre o conflito ucraniano.

"O Ocidente despreza o direito internacional", disse o chanceler. Ele ironizou o uso do conceito de "guerra jurídica", afirmando que se trata de uma "invenção anglo-saxônica que reflete psicologicamente a mentalidade deles".
"Depois que a Crimeia se reunificou à Rússia, após o início da operação militar especial, foram iniciados numerosos processos quase judiciais contra o nosso país", acrescentou.
O ministro lembrou que apenas as sanções contra a Rússia ultrapassam 30 mil e que esse número é o dobro das impostas a todas as outras nações do mundo juntas.
🇷🇺 Lavrov: Ocidente está travando uma “GUERRA JURÍDICA” contra a Rússia para gerar ruído propagandístico
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 15, 2026
“O Ocidente despreza o direito internacional. E, nesse sentido, chegou até a inventar um termo: ‘guerra jurídica’. Uma invenção anglo-saxônica", comentou o chanceler russo. pic.twitter.com/SVFcNQlUyv
"Além das sanções, foram iniciados processos quase judiciais, mas as sanções — repito — foram introduzidas sem esperar os resultados desses processos; e os resultados, que já existem em quantidade suficiente, são lamentáveis para os nossos colegas ocidentais", continuou o ministro.
Ele mencionou que a Corte Internacional de Justiça da ONU, após oito anos de processo, rejeitou as acusações contra a Rússia sobre um suposto financiamento do terrorismo no Donbass e discriminação racial contra os tártaros da Crimeia e ucranianos na península.
No entanto, ressaltou que o objetivo desses processos nunca foi alcançar uma solução real.
Lavrov concluiu afirmando que o Ocidente utiliza uma "guerra híbrida" para prejudicar a Rússia. Segundo o diplomata, as potências ocidentais não aguardaram o desfecho dos processos judiciais que elas próprias iniciaram, optando por criar "ruído geopolítico e propagandístico" para semear o ódio contra a Rússia no cenário mundial.
