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Marrocos contabiliza 40 mil tentativas de entrada em Ceuta

Outras 1.135 pessoas seguiram para Melilla durante os recentes episódios migratórios
Marrocos contabiliza 40 mil tentativas de entrada em CeutaGettyimages.ru / Marcos Moreno/Anadolu

O Ministério do Interior do Marrocos informou neste domingo (2) que cerca de 40 mil pessoas se dirigiram a Ceuta durante os recentes episódios migratórios nos acessos às cidades espanholas. Outras 1.135 seguiram para Melilla, informou o Howiya Press.

Em declaração à imprensa em Rabat, o porta-voz da pasta, Rachid El Khalfi, afirmou que os números foram obtidos por sistemas de monitoramento e rastreamento nos locais de partida. Segundo ele, os dados constituem o balanço oficial marroquino.

As autoridades atribuíram a mobilização a informações falsas disseminadas pela internet, à atuação de redes de tráfico de pessoas e a interpretações equivocadas de decisões judiciais e administrativas espanholas.

Parte dos migrantes foi motivada pelo entendimento de que poderia chegar à Europa sem ser repatriada imediatamente. De acordo com El Khalfi, o governo reforçou a vigilância terrestre e marítima, medida que teria permitido controlar a situação e preservar a ordem pública.

Mortes registradas

Dez pessoas morreram afogadas durante as tentativas de travessia, enquanto outra morreu após cair de uma área rochosa próxima a Ceuta. O porta-voz afirmou que a distância inferior a 70 metros e a baixa profundidade em alguns pontos criaram uma falsa sensação de segurança.

As autoridades marroquinas ainda verificam, em cooperação com as espanholas, relatos sobre outras mortes em Ceuta, além do número, das identidades e das nacionalidades das pessoas envolvidas. Passagens fronteiriças foram abertas para permitir o retorno voluntário dos migrantes.

O Ministério Público iniciou investigações para esclarecer as circunstâncias dos episódios e apurar responsabilidades. O Ministério do Interior também defendeu responsabilidade compartilhada, solidariedade e cooperação internacional no combate à migração irregular e ao tráfico de pessoas.