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Esposa de desembargador deixa 'lista suja' de trabalho escravo após decisão da Justiça de Santa Catarina

Sônia Maria de Jesus foi resgatada em 2023 após uma fiscalização apontar que trabalhava havia décadas para a família sem direitos trabalhistas.
Esposa de desembargador deixa 'lista suja' de trabalho escravo após decisão da Justiça de Santa CatarinaReprodução

O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-12) anulou a autuação por trabalho análogo à escravidão relacionada à residência do desembargador Jorge Luiz de Borba, em Florianópolis, onde Sônia Maria de Jesus foi resgatada em 2023 após décadas vivendo e trabalhando para a família, conforme publicado pelo UOL na segunda-feira (17).

A decisão, tomada por unanimidade, beneficia Ana Cristina Gayotto de Borba, esposa do magistrado e responsável pela residência apontada como empregadora de Sônia.

Com a anulação, o nome dela foi retirado da "lista suja" do trabalho escravo.

O tribunal, porém, não analisou se houve ou não trabalho análogo à escravidão.

O entendimento foi de que houve falha no processo administrativo, porque a defesa não teria sido devidamente comunicada sobre uma etapa do procedimento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que vai recorrer.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também anunciou que pretende contestar a decisão.