
Israel justifica ataques na Síria citando suposta presença militar turca; Ancara nega

Israel assumiu a responsabilidade pelos recentes ataques a uma base aérea na Síria, afirmando que a Turquia supostamente planejava enviar suas forças para lá, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu publicado na terça-feira (18).
"Israel e Síria concordaram em manter o status quo em questões de segurança, um acordo que a Síria quase quebrou ao permitir o destacamento de tropas turcas para uma base aérea perto de Aleppo", afirma o comunicado.

O governo israelense acrescentou que alertou repetidamente Damasco de que o alegado destacamento "representaria uma ameaça à segurança" do país judeu. "A Síria optou por ignorar esses alertas", afirmou o gabinete de Netanyahu, acrescentando que Israel "não tolerará ameaças à sua segurança e que acolheria com satisfação o retorno ao status quo".
Turquia nega as alegações israelenses
O governo turco rejeitou a versão dos acontecimentos apresentada por Netanyahu, classificando-a como "frívola" e argumentando que ele busca "legitimar os ataques aéreos ilegais de Israel contra a soberania e a integridade territorial da Síria". Ancara também acusou o líder israelense de seguir "políticas expansionistas e desestabilizadoras" na região visando as eleições parlamentares marcadas para 27 de outubro.
- Na manhã de terça-feira (18), caças israelenses realizaram oito ataques contra a pista da base aérea de Abu al-Duhur, na província de Idlib, no noroeste do país, causando danos à sua infraestrutura.
- "Estamos profundamente preocupados com o fato de os ataques aéreos israelenses confirmados contra a base de Abu al-Duhur constituírem uma escalada desnecessária que não contribui para a estabilidade regional", afirmou o enviado dos EUA para a Síria, Tom Barrack.
