
'Ditador antissemita': Israel critica presidente da Turquia e emite alerta severo

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ser um "ditador antissemita".
"Erdogan é um ditador antissemita que massacrou curdos, abriga terroristas do Hamas, ocupa metade de Chipre e prende um número recorde de jornalistas e políticos que se opõem a ele. Agora, ele busca estender sua agressão contra Israel à Síria. Israel não tolerará isso", afirmou o primeiro-ministro israelense no comunicado.

"A patética tentativa de Erdogan de intimidar os líderes e soldados de Israel, a única democracia verdadeira no Oriente Médio, não o levará a lugar nenhum", destacou.
As declarações do gabinete de Netanyahu vêm após Ancara ter solicitado à Interpol um "alerta vermelho" contra o líder israelense no âmbito do processo judicial em curso pela acusação de "genocídio".
Segundo as autoridades turcas, o caso gira em torno do bloqueio da passagem da Flotilha Sumud no ano passado, que tinha como objetivo entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Eles afirmaram que a investigação continua e que um tribunal criminal em Istambul está julgando 35 réus, incluindo Netanyahu.
Também foi divulgado que o primeiro-ministro israelense e outro suspeito "estão sendo julgados por 'crimes contra a humanidade', 'genocídio', 'privação agravada de liberdade', 'lesão corporal intencional', 'tortura', 'danos à propriedade', 'saques agravados' e 'sequestro de veículos de transporte' em conexão com suas ações relacionadas à intervenção armada em águas internacionais contra civis que entregavam ajuda humanitária a Gaza e à detenção de ativistas."
