
'Amistoso e cordial': Planalto dá detalhes do mais novo telefonema entre Lula e Trump

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, mantiveram um telefonema na manhã desta sexta-feira (21), informou a Secretaria de Comunicação Social do governo brasileiro. De acordo com uma nota oficial, a conversa transcorreu "em tom amistoso e cordial".

Conflitos internacionais
Ao longo do diálogo, os chefes de Estado discutiram os conflitos globais, ''em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio''. Para o primeiro, concordaram sobre a importância de encontrar uma solução negociada.
Lula renovou suas críticas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a sugerir, como já havia feito com os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, "a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais".
"O Presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos", afirma o Planalto. Trump, por sua vez, "teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã".
Segurança pública
Em diálogo sobre outro tema sensível, o mandatário brasileiro reiterou seu interesse em cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado e aproveitou a oportunidade para criticar, mais uma vez, a decisão de Washington de classificar facções criminosas do país como grupos terroristas.
"Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, masnão se confundem com organizações terroristas. Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las", lê-se na nota, que destaca iniciativas de inteligência e a aprovação da Lei Antifacção.
Comércio
No âmbito das relações comerciais, Lula classificou como "infundadas" as justificativas apresentadas por Washington ao aplicar novas tarifas comerciais ao Brasil. Durante o telefonema, enfatizou que as medidas são prejudiciais aos dois países e afirmou que "seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países", relembrando a importância dos laços entre Brasil e EUA.
"O Presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível", finaliza a nota.

