
Defesa, conflitos e mais: Planalto dá detalhes do telefonema entre Lula e Erdogan

O presidente do Brasil,Luiz Inácio Lula da Silva, manteve uma conversa telefônica com seu homólogo da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan. Os dois discutiram temas bilaterais e questões relacionadas à defesa, aos conflitos internacionais e à COP31, que será realizada na cidade turca de Antália em novembro.
Cooperação em defesa
A pauta da Defesa recebeu grande destaque. Os presidentes celebraram a aprovação, pelos Legislativos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa. Além disso, Lula "afirmou que o Brasil tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor".

Nesse contexto, ficou acordado que o Brasil enviará uma delegação à Turquia, liderada pelo ministro da Defesa,José Múcio Monteiro, e pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Fortalecimento das relações
Como resultado do telefonema, os líderes concordaram com a criação de um Conselho Estratégico, com o objetivo de fortalecer as relações entre os dois países por meio de um "mapa do caminho".
Lula foi convidado, ao longo da conversa, a participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2026 (COP31), que será realizada em Antália em novembro. O brasileiro aceitou o convite e expressou "expectativa" de se encontrar com o presidente turco.
Conflitos internacionais
Ao conversar sobre o cenário internacional, "lamentaram a persistência de conflitos ao redor do mundo e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio".
Lula e Erdoğan estão entre os líderes mais críticos às ações de Israel na Faixa de Gaza. O brasileiro chegou a compará-las ao Holocausto promovido por Adolf Hitler em mais de uma ocasião. Erdoğan, por sua vez, já afirmou torcer para que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "receba o mais rápido possível a lição que merece diante dos muçulmanos do mundo".

