
Planalto alerta para fase 'crítica' do El Niño

O governo federal alertou, nesta sexta-feira (28), para a fase "crítica" do El Niño entre outubro de 2026 e março de 2027. Também foi apresentado um plano de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os possíveis efeitos do fenômeno climático.

Atualmente classificado como "forte", o El Niño pode atingir o nível "muito forte" já em setembro.
Os impactos esperados variam conforme a região. Norte e Centro-Oeste podem enfrentar seca, estiagem e queimadas; o Nordeste, agravamento da seca e calor; o Sudeste, ondas de calor e temporais; e o Sul, chuvas intensas e risco de inundações.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a preparação está organizada em cinco frentes: governança federativa e interna, recursos e kits emergenciais, atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e protocolos específicos para cada bioma. As bases regionais da FN-SUS poderão deslocar equipes em até 48 horas.
Chamado Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, ele foi apresentado pelo Ministério da Saúde durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.
Monitoramento
O monitoramento será feito por ferramentas como o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC). Os sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan também serão integrados para auxiliar na identificação precoce de surtos.
No médio prazo, o AdaptaSUS prevê 27 metas e 93 ações até 2035. Na área de segurança hídrica, a Funasa contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com R$ 226,6 milhões em investimentos.
O Ministério da Saúde ainda deve publicar nos próximos dias uma portaria para criar um painel de especialistas em clima e saúde, que fornecerá subsídios técnicos para as decisões de preparação e resposta a eventos climáticos.

