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Flávio defende atuação de Eduardo no exterior: mostra que Brasil 'está longe de ser uma democracia'

Ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, onde passou a atuar politicamente em defesa de medidas contra o Brasil e autoridades do Judiciário brasileiro.
Flávio defende atuação de Eduardo no exterior: mostra que Brasil 'está longe de ser uma democracia'Reprodução/Redes Sociais

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro defendeu, durante sabatina no "Jornal Nacional", da TV Globo, nesta sexta-feira (28), a atuação de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, no exterior.

Segundo ele, o irmão "faz um trabalho de conscientização, de mostrar para o mundo que o Brasil está longe de ser uma democracia plena".

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, onde passou a atuar politicamente em defesa de medidas contra o Brasil e autoridades do Judiciário brasileiro.

Ao longo da entrevista, Flávio também afirmou ser pessoalmente contrário às tarifas impostas pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. O senador disse que durante viagem a Washington, articulou, por meio do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), pelo fim do tarifaço sobre empresas brasileiras.

"As empresas brasileiras não têm capacidade de pagar mais impostos", afirmou, aproveitando para criticar a política tributária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

PIX é ''inegociável''

Quando questionado sobre as afirmações de Eduardo, que declarou que "dá pra sentar e negociar" com o governo norte-americano em relação ao Pix, Flávio afirmou que o irmão foi vítima de distorções de suas declarações pela imprensa e reiterou que o sistema de pagamento é "inegociável".

"O Pix é sagrado, o Pix é brasileiro, foi feito na gestão do presidente Bolsonaro. (...) Eduardo disse que nos EUA tem uma ferramenta parecida. Pix é um meio de pagamento, foi criado no governo do presidente Bolsonaro e não tem nem como sancionar o Pix. Eu tô dizendo aqui que o Pix é inegociável. Ele não quis dizer que o Pix estava na linha de negociação", afirmou.

Histórico do PIX

O PIX entrou em operação em novembro de 2020, durante o governo Jair Bolsonaro, mas foi desenvolvido pelo Banco Central (BC). Os estudos começaram em 2014, no governo Dilma Rousseff, e o grupo de trabalho responsável pela iniciativa foi criado em 2018, durante a gestão Michel Temer.

Pouco antes do lançamento, Bolsonaro afirmou desconhecer o sistema e disse que conversaria com o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre o assunto.