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Turquia chama Netanyahu de 'inimigo comum da humanidade' e cobra reação

Ministro das Relações Exteriores turco diz que ações do governo israelense ameaçam a segurança regional e internacional.
Turquia chama Netanyahu de 'inimigo comum da humanidade' e cobra reaçãoGettyimages.ru / Alexi Rosenfeld

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, criticou nesta segunda-feira (31) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em meio à escalada retórica entre os dois países, e o classificou como "inimigo comum da humanidade, da comunidade internacional e da segurança global". A informação foi publicada pela agência Anadolu.

"O assassino e genocida Netanyahu, a esta altura, seriamente já não é um ser humano", afirmou Fidan. O chanceler disse que considerar as ações de Israel uma ameaça exclusiva à Turquia seria "um grande erro".

Segundo Fidan, a postura promovida por Netanyahu e sua "massa genocida" ameaça não apenas a segurança regional, mas também a internacional. Ele pediu que a comunidade internacional intervenha para impedir que o primeiro-ministro israelense continue causando danos.

Tensão com Israel

Fidan afirmou que Netanyahu rejeita a criação de um Estado palestino e o fim da ocupação da Faixa de Gaza. O chanceler pediu à comunidade internacional que "lute contra esta ameaça" representada pelo premiê israelense.

As declarações foram uma resposta à posição do governo de Israel de classificar a Turquia como uma ameaça estratégica e ao recente aumento da retórica israelense contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Fidan atribuiu a escalada ao início do processo eleitoral em Israel. As eleições parlamentares serão realizadas em outubro e determinarão um novo governo de coalizão e o próximo primeiro-ministro.

  • No dia 18 de agosto, Tel Aviv bombardeou a base aérea de Abu al-Duhur, na província síria de Idlib, e justificou o ataque alegando que a Turquia supostamente planejava mobilizar tropas no local. Ancara rejeitou as afirmações e acusou Netanyahu de manter "políticas expansionistas e desestabilizadoras" na região, de olho nas eleições de 27 de outubro.