China comenta lei das 'sanções infernais' dos EUA contra a Rússia

Pequim ainda informou que não admite interferência externa em sua relação com outros países.

A cooperação da China com outros países não deve sofrer interferência de terceiros, declarou nesta quinta-feira (17), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em coletiva de imprensa, informa o QQ.news, citando a CCTV. 

Ao comentar a aprovação do projeto de lei dos EUA sobre sanções contra a Rússia, o porta-voz afirmou que a China se opõe à jurisdição extraterritorial, que, conforme destacou, "não tem fundamento no direito internacional nem foi autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU".

O projeto das "sanções infernais", promovido pelo falecido senador republicano Lindsay Graham e aprovado pela A Câmara dos Representantes nesta quarta-feira (16), tem como objetivo exercer maior pressão sobre os setores de energia e de defesa da Rússia.

O texto prevê tarifas contra países que compram petróleo e gás russos. Com isso, a China, um dos maiores importadores do petróleo russo, pode se tornar alvo das sanções dos EUA.

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