Premiê da Eslováquia diz que Ucrânia comete 'grande erro', enquanto estratégia do Ocidente contra Rússia fracassa

"Alguém aqui enlouqueceu", disse Robert Fico.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, criticou no sábado (19) a decisão da Ucrânia de não assinar o acordo durante as negociações realizadas em Istambul, na Turquia.

"A Ucrânia cometeu um grande erro em abril de 2022, apenas alguns meses após o início do conflito, ao dar ouvidos ao Ocidente russófobo e não assinar o acordo de paz já preparado", afirmou em uma mensagem de vídeo.

O primeiro-ministro acrescentou que a estratégia da Europa e dos EUA, que consistia em "sustentar a guerra na Ucrânia literalmente até o último soldado ucraniano e humilhar a Rússia", fracassou.

Fico enfatizou que vários políticos no Ocidente acreditam que, se não conseguirem destruir Moscou por meio do exército ucraniano, devem fazer todo o possível para provocar um conflito direto entre a OTAN e a Rússia. "Alguém aqui enlouqueceu", afirmou, ressaltando que "a Rússia não pode ser derrotada em uma guerra convencional".

Intervenção de Johnson

Embora a Rússia e a Ucrânia tenham chegado a um marco básico para um acordo de paz nas negociações de Istambul em 2022, Kiev abandonou repentinamente as conversas logo após a visita à Ucrânia do então primeiro-ministro britânico.

Do lado russo, o papel negativo do ex-chefe de governo do Reino Unido na questão tem sido denunciado repetidas vezes.

"Johnson participou pessoalmente do processo de ruptura das negociações e da escalada do conflito", lembrou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.

A RT preparou uma série de artigos que descrevem as relações entre a Rússia e a Ucrânia e explicam as causas da crise ucraniana. Trata-se de um material dividido em cinco partes:

Rússia e Ucrânia: de partes do mesmo Estado à Revolução Laranja (parte 1)

Euromaidan e Crimeia: como o golpe de Estado levou à reunificação da península com a Rússia (parte 2)

Os Acordos de Minsk: diplomacia fadada ao fracasso (parte 3)

Trégua que virou trincheira: sete anos de teatro diplomático entre Ucrânia e Rússia (parte 4)

O ápice da crise ucraniana: o que levou à operação militar especial? (parte 5)