
Xi e Trump colocam as cartas na mesa: veja quais são as principais armas de negociação de cada um

O presidente chinês Xi Jinping está Washington onde se reúne nesta quinta-feira (24) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma cúpula que ocorre após meses de negociações para reduzir as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
A visita ocorre em meio a um novo sinal de distensão. Washington e Pequim concordaram em estender até 10 de janeiro a atual trégua comercial, que havia sido estabelecida para conter a escalada tarifária entre os dois países.
Apesar da aproximação, a reunião deve abordar temas que continuam gerando atritos, como o comércio, as terras raras, a inteligência artificial, Taiwan e a relação da China com o Irã.
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As cartas de Xi
Um dos principais instrumentos de negociação de Pequim são as terras raras e outros minerais estratégicos.
A China ocupa uma posição dominante nas cadeias globais de processamento desses materiais, essenciais para setores como eletrônicos, energia e indústria de defesa.

O tema voltou ao centro das negociações depois que os dois países discutiram restrições às exportações e o cumprimento dos compromissos assumidos anteriormente. Dados recentes também apontam uma queda nas remessas chinesas de ímãs de terras raras para os EUA.
Xi Jinping também deve abordar Taiwan. A questão permanece entre os principais pontos de tensão entre Washington e Pequim, especialmente diante do fornecimento de armas americanas à ilha.
Segundo a Reuters, o presidente chinês pretende pressionar Trump sobre o tema durante a visita.
Outro assunto que pode entrar nas conversas é o conflito com o Irã. Washington tem pressionado Pequim a usar sua influência sobre Teerã, enquanto a China mantém importantes relações econômicas com o país.
As cartas de Trump
Trump chega às negociações buscando avanços em áreas como o acesso americano às terras raras chinesas, compras de produtos agrícolas dos EUA e redução de barreiras comerciais.

A inteligência artificial também ganhou espaço na agenda. Autoridades dos dois países discutiram a criação de mecanismos de diálogo sobre riscos relacionados à IA, enquanto Washington procura preservar sua vantagem tecnológica.
Uma cúpula para estabilizar a relação
Apesar das divergências, os dois governos vêm sinalizando interesse em evitar uma nova escalada comercial. Antes do encontro, autoridades americanas e chinesas fizeram novas negociações em Nova York para preparar possíveis acordos sobre comércio, minerais estratégicos e inteligência artificial.
Assim, a cúpula de Washington deverá combinar questões econômicas imediatas com temas estratégicos de longo prazo. O principal teste será saber se a trégua comercial pode ser transformada em uma relação mais estável, sem eliminar as disputas que continuam marcando os laços entre Washington e Pequim.
