
China exige o fim imediato das ameaças militares contra Cuba

O vice-presidente chinês, Han Zheng, apelou ao fim imediato das ameaças do uso da força contra Cuba.
"É necessário defender uma visão de segurança comum, integral, cooperativa e sustentável, abandonar a mentalidade da Guerra Fria e a confrontação entre blocos, insistir em resolver as diferenças e disputas por meio do diálogo e das consultas, e opor-se às ações militares unilaterais que violem a Carta das Nações Unidas e contornem a autorização do Conselho de Segurança ", afirmou o alto funcionário em seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
Em seguida, Han Zheng acrescentou que as grandes potências têm uma responsabilidade especial na manutenção da paz e da segurança internacionais e que, em particular, devem dar o exemplo — respeitando as normas, agindo conforme a lei e defendendo a justiça.

O vice-presidente chinês pediu aos países envolvidos que cessem imediatamente as ameaças de força contra Cuba e suspendam de imediato e integralmente o bloqueio e as sanções ao país.
Ele também defendeu enfrentar diretamente os desafios do desenvolvimento global e promover a prosperidade comum por meio da abertura e da cooperação.
Segundo Han Zheng, é necessário situar sempre no centro o desenvolvimento da agenda internacional e construir conjuntamente uma parceria global para o desenvolvimento baseada na solidariedade, na igualdade, no equilíbrio e no benefício para todos.
"É preciso priorizar áreas como redução da pobreza, segurança alimentar e transição energética, ampliando o investimento de recursos e o apoio ao Sul Global", declarou.
Posição chinesa sobre a situação no Oriente Médio
Han Zheng abordou ainda a situação no Oriente Médio.
Segundo ele, a China considera que devem ser respeitadas a soberania e a segurança de todos os países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico, e que devem ser garantidas a estabilidade e o bom funcionamento das cadeias industriais e de suprimento internacionais, bem como os intercâmbios comerciais.
O vice-presidente fez um apelo ao respeito do princípio de que "a Palestina deve ser governada pelos palestinos", ao avanço da governança na Cisjordânia e da reconstrução de Gaza após o conflito, e ao retorno urgente da questão palestina à via correta da solução de dois Estados.
Cerco dos EUA contra Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo a Casa Branca, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar a "numerosos países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir o emprego, na ilha, de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que agirem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que tem rejeitado sistematicamente essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
- Em 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba".
- Os EUA mantêm um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais.

