
ONU emite duro comunicado e aponta interferência da Meta nas eleições brasileiras

Os especialistas da ONU levantaram preocupações sobre as plataformas da Meta*, devido a relatos de restrições à expressão política legítima nas suas plataformas.

Observadores internacionais apontaram irregularidades nas plataformas da Meta* nas eleições brasileiras, incluindo tratamento desigual entre partidos na busca de canais do WhatsApp**, nos Stories e na distribuição de conteúdo político, em possível benefício ao adversário.
“Relatórios de monitoramento mostram que milhares de contas e publicações enfrentaram suspensões, redução de visibilidade e limitações de compartilhamento, incluindo jornalistas, defensores de direitos humanos, atores da sociedade civil e criadores de conteúdo”, disseram os especialistas, segundo a informação divulgada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Os especialistas alertaram que tais restrições podem comprometer as eleições por restringirem o acesso à informação.
Especialistas exigem que a Meta verifique se seus sistemas de moderação, recomendação e IA prejudicaram desproporcionalmente um dos lados do debate eleitoral brasileiro.
A empresa também deve prestar explicações, reparação, regras aplicadas sem discriminação, diálogo com a sociedade civil e um canal de reclamações durante as eleições.
"As plataformas digitais não devem se tornar guardiãs sem prestação de contas do debate político, nem seus sistemas devem ser suscetíveis à influência indevida de atores políticos", diz o documento.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
**Pertence à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
