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Cadeiras, cofre e TV estão entre os itens em leilão da sede do antigo Banco Master

A antiga sede do Banco Master vai a leilão com 445 lotes, incluindo cadeiras Herman Miller, que já receberam 269 lances, e um cofre de metal com o nome "Maurício" escrito à caneta, avaliado em R$ 590.
Cadeiras, cofre e TV estão entre os itens em leilão da sede do antigo Banco MasterGettyimages.ru / Pascal Deloche /GODONG

A antiga sede do Banco Master, em São Paulo, está sendo desmontada e transformada em leilão. São 445 lotes com estações de trabalho, notebooks, poltronas, TVs, cadeiras, sofás, gaveteiros e itens de copa, como geladeira e cafeteira industrial, segundo informação da Kwara, leiloeira responsável pelo evento.

No leilão, batizado de "Grande Desativação de Sede de Banco", já é possível dar lances online.

As cadeiras se tornaram o item mais disputado. Um lote com 20 cadeiras Cosm Média da marca Herman Miller tem preço mínimo de R$ 98 mil, o que é cerca de R$ 5 mil por unidade, metade do valor de uma nova, segundo informou o Metrópoles. Um par do modelo Aeron dessa marca, um dos mais cobiçados, já recebeu 269 lances e está avaliado em R$ 11,2 mil. Já um conjunto de 10 cadeiras Verus Interwave está em R$ 16,6 mil com 65 lances.

Outro destaque é a caixa-bar da Artefacto, um armário com frigobar que ultrapassou R$ 15 mil após 94 lances. O leilão também oferece itens como uma TV LG de 98 polegadas, avaliada em cerca de R$ 11 mil, um equipamento de vídeo conferência e um micro-ondas.

Um item que chama atenção pela curiosidade é um cofre de metal, provavelmente vazio, que pertenceu ao banco. O objeto tem marcas de uso e um adesivo branco com o nome "Maurício" escrito a caneta, o que é uma referência a Maurício Quadrado, ex-sócio e ex-diretor de investimentos do Banco Master. Na manhã da quarta-feira (4), o cofre tinha 22 lances e estava saindo por R$ 590, segundo a página do item na Kwara.

O leilão é um dos desdobramentos da liquidação extrajudicial do Banco Master e do Will Bank, determinada pelo Banco Central. A sede da instituição, que já esteve sob a direção de Daniel Vorcaro, agora tem seu mobiliário e equipamentos dispersos em lotes disponíveis para qualquer pessoa com algumas centenas de reais para gastar.

Os itens são vendidos no estado em que se encontram, sem garantia de funcionamento, e a retirada está prevista em Taboão da Serra, em São Paulo.