
Chefe de Gabinete e assessor jurídico da Presidência do Paraguai renunciam em meio à crise
O chefe de Gabinete do Paraguai, Javier Giménez, e o assessor jurídico da Presidência, Roberto "Ilo" Moreno, renunciaram aos cargos em meio à crise política no Paraguai, agravada pela renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña após o escândalo bancário envolvendo o Ueno Bank.
As renúncias se somam à do ministro do Interior, Enrique Riera, conforme informou o jornal Última Hora.
Com isso, os aliados mais próximos de Peña começam a deixar o governo, enquanto avança no Congresso o processo de impeachment contra o presidente.

Crise do Ueno Bank e impeachment de Santiago Peña
A crise começou após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, devido a uma grave insuficiência de capital. A medida suspendeu os serviços da instituição, que atendia cerca de 2,6 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo fundos de aposentadoria.
O escândalo ganhou dimensão política devido às ligações de Santiago Peña com o grupo controlador do Ueno Bank, do qual foi acionista até março de 2025. A crise também provocou a renúncia de Carlos Carvallo, ex-dirigente do banco que havia assumido a presidência do Banco Central, órgão responsável pela fiscalização da instituição financeira.
A pressão sobre Peña aumentou após parlamentares da oposição e dissidentes do Partido Colorado defenderem seu afastamento. Até mesmo o ex-presidente Horacio Cartes, líder do partido governista, manifestou apoio ao impeachment. Apesar da renúncia de Santiago Peña, o presidente permanece no cargo, já que o Congresso ainda não formalizou sua saída.

