
Pequim denuncia ameaças dos EUA de agressão militar contra Cuba

A China apoia Cuba na defesa de sua soberania e segurança, declarou nesta terça-feira (19) o porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, urgindo aos Estados Unidos para que encerrem imediatamente o bloqueio contra a ilha.

Lin comentou em resposta a declarações do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que publicou nas redes sociais na segunda-feira (18) que Cuba enfrenta ameaças de agressão militar por parte dos EUA.
Em resposta, Lin instou Washington a acabar com todas as formas de coerção e pressão, para que se pare de violar os direitos do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento.
Díaz-Canel afirmou que a ameaça, por si só, constitui "um crime internacional" e alertou que, caso se concretize, provocará "um banho de sangue de consequências incalculáveis".
Coerção e pressão americana
O presidente cubano também sublinhou que "Cuba não representa uma ameaça nem tem planos ou intenções agressivas contra nenhum país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca".
Entretanto, afirmou que sofre uma agressão "multidimensional" de Washington e que, por isso, possui o direito legítimo à autodefesa, segundo o veículo.
O Departamento do Tesouro dos EUA impôs na segunda-feira (18) novas sanções contra nove funcionários cubanos. A medida ocorre em meio às tentativas do governo americano de asfixiar o povo cubano com um bloqueio "genocida" e total, pelo simples fato de a ilha não se render aos seus interesses, denuncia Havana.
"É imoral, ilegal e criminosa a ordem executiva que persegue e ameaça terceiros que queiram vender combustível a Cuba e que extraterritorializa o bloqueio a níveis nunca vistos, penalizando empresas que queiram investir em Cuba ou simplesmente nos forneçam bens básicos como alimentos, medicamentos, produtos de higiene ou outros", escreveu Díaz-Canel em sua conta no X.

