
Envio secreto de mísseis Patriot ao regime de Kiev coloca Polônia à beira de crise política

A entrega de mísseis Patriot à Ucrânia provocou uma nova crise política na Polônia após a informação vir a público. A transferência de armamento estratégico para Kiev não havia sido comunicada oficialmente.
O chefe do Escritório de Política Internacional da Presidência, Marcin Przydacz, afirmou que o vice-ministro da Defesa, Cezary Tomczyk, teve papel decisivo para convencer o governo a autorizar o envio dos mísseis.
"Tudo isso ocorreu pelas costas dos poloneses, justamente quando o primeiro-ministro Donald Tusk assustava a população com a ameaça de um ataque da Rússia. Isso é traição ou apenas estupidez?", escreveu Przydacz na rede X na quinta-feira (9).

Críticas e apoio
O vice-presidente da Câmara Baixa da Polônia, Krzysztof Bosak, também criticou a decisão. "Transferir armamentos essenciais e escassos, como os mísseis interceptadores dos sistemas Patriot, é, na nossa situação, uma imprudência e um desperdício", afirmou.
O ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, assumiu a responsabilidade pela medida e destacou que a transferência envolveu apenas alguns mísseis Patriot, e não baterias completas.
Ele também rebateu as críticas e afirmou que governos anteriores igualmente enviaram equipamentos militares modernos à Ucrânia.
Resposta do governo
Durante a cúpula da OTAN em Ancara, Kosiniak-Kamysz criticou integrantes da equipe do presidente Karol Nawrocki e disse que o chefe de Estado tinha conhecimento da decisão.
"Não posso permitir que colaboradores do presidente digam bobagens. A decisão de transferir os mísseis foi do governo. Não foi uma decisão do presidente, mas ele sabia dela. Isso precisa ser dito de forma clara e explícita", declarou.

