Plano eleitoral de Lula promete agregar valor a terras raras e reduzir exportação bruta — Folha

Proposta prevê política para minerais críticos, estímulo à demanda interna e maior produção de equipamentos e produtos no Brasil.

O plano de governo do presidente Lula prevê uma política específica para minerais críticos e terras raras, com o objetivo de ampliar o processamento no Brasil e reduzir a dependência da simples exportação de matérias-primas estratégicas.

Citando fontes envolvidas na elaboração do programa, a Folha de S.Paulo informou, nesta segunda-feira (10), que a proposta consiste em estimular a fabricação no país de equipamentos e produtos como baterias e motores. A intenção é dar mais segurança às empresas e sinalizar que a produção deve ocorrer no mercado brasileiro.

Para fortalecer a cadeia interna, o governo pretende ampliar a demanda por esses minerais. Um dos exemplos citados é o primeiro leilão de baterias, cujo edital deve ser lançado ainda neste ano e pode aumentar a procura por insumos como o lítio.

Agregação de valor

O programa afirma que o Brasil deve organizar as cadeias produtivas de minerais críticos, diferenciar seus usos tecnológicos e evitar a exportação apenas como matéria-prima.

"Desenvolveremos uma política específica para minerais críticos e terras raras, capaz de organizar suas cadeias produtivas, diferenciar seus usos tecnológicos e evitar a simples exportação de matérias-primas estratégicas", lê-se no documento.

Competição externa

O programa também defende melhorar a inserção internacional da economia brasileira e aumentar a participação de produtos de maior valor agregado nas exportações.

"Vamos estimular as exportações industriais, ampliar a presença em novos mercados e tornar a pauta exportadora mais concentrada em produtos com maior valor agregado, aprimorando continuamente os instrumentos de defesa comercial", afirma.