
Irã detalha alvos atingidos em ataques retaliatórios contra posições dos EUA

As forças terrestres da Guarda Revolucionária iraniana lançaram ataques contra posições americanas nesta quarta-feira (2), em resposta ao ataque dos Estados Unidos contra uma área residencial no sul do Irã, onde acontecia uma festa de casamento.

Segundo a Guarda Revolucionária, instalações militares americanas na Jordânia, no Bahrein e em Erbil, no Iraque, foram atingidas.
Um ataque combinado com mísseis e drones também foi realizado contra o posto de comando e outras instalações das forças americanas na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait.
De acordo com um comunicado da Guarda Revolucionária, a operação resultou na "morte de vários militares inimigos".
As forças iranianas afirmaram ainda que um hangar e uma área utilizada para o "desdobramento de drones usados em ataques contra civis" foram incendiados. Alguns drones também teriam sido destruídos, segundo o comunicado, que não forneceu mais detalhes sobre a operação.
Mortos e feridos em ataque dos EUA a festa de casamento
Um ataque americano atingiu o local de uma festa de casamento na cidade de Kohstak, no distrito de Sirik, na província de Hormozgan.
Segundo as autoridades iranianas, pelo menos quatro pessoas morreram e outras 68 ficaram feridas.
A Guarda Revolucionária classificou o incidente como uma "violação flagrante dos direitos humanos".
“Os militares dos EUA transformaram uma celebração de casamento em Sirik em uma tragédia, bombardeando e destruindo uma residência”, afirmou a Guarda.
- Na noite de domingo (30), as forças dos EUA lançaram ataques contra a ilha de Larak, localizada no Estreito de Ormuz, em sua primeira ofensiva contra o território iraniano desde o fim de julho.
- Nesse período, a trégua e o prazo de 60 dias para encontrar uma solução negociada para o conflito chegaram ao fim. Posteriormente, o governo de Donald Trump anunciou uma nova ofensiva econômica, com medidas destinadas a cortar as principais fontes de receita do Irã. Nesse contexto, os EUA também afirmaram ter concluído a retirada de minas do Estreito de Ormuz, o que Teerã nega.
