Após 'Dark Horse', Eduardo Bolsonaro revela que trabalha em documentário sobre Moraes

Segundo o ex-parlamentar, nomes de peso vão integrar a produção; demais informações permanecem em sigilo.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) revelou, nesta sexta-feira (11), em uma live, que está à frente da produção de um documentário sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo Eduardo, a expectativa é de lançá-lo na internet em breve. A informação foi divulgada pela revista Veja.

O anúncio veio após vir a público que seu irmão, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), passou a ser investigado pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro e outros crimes vinculados ao escândalo do filme "Dark Horse" — cinebiografia dedicada ao pai dos dois, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Estou trabalhando em um documentário sobre Alexandre de Moraes que vai contar com a participação de gente muito grande, falando dele. Se Deus quiser, a gente vai conseguir lançar em breve e deixar disponível na internet", disse. 

Articulação nos EUA

Durante a live, Eduardo ainda teceu uma série de críticas ao ministro e afirmou pretender articular, junto a integrantes do governo dos Estados Unidos, o retorno da Lei Magnitsky contra Moraes.

"Na semana que vem, estou indo a Washington, DC, para conversar com algumas pessoas muito interessantes para reanimar, reaver, a possibilidade da gente ter uma Magnitsky no Moraes", contou.

Morando nos Estados Unidos e envolvido na construção de estratégias e sanções em parceria com aliados de Donald Trump contra o Brasil — entre elas o tarifaço — e contra autoridades brasileiras, o ex-deputado avaliou também que o momento atual, o qual Moraes é citado em suspeitas de corrupção junto a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, representa a oportunidade ideal para reaplicar a sanção.

Lei Magnitsky 

"Estou com essa viagem marcada, está prestes a ser confirmada, mas é Miami e Washington. Se não rolar a viagem, vai rolar uma reunião virtual. A gente nunca parou de trabalhar [contra o ministro], mas essa questão agora, com Moraes enfraquecido, isso ajuda nos nossos argumentos, porque a suspensão da Lei foi 100% política, foi uma decisão política", disse.

Eduardo, então, prosseguiu: "Agora que o cenário político mudou, agora que a gente tem um candidato favorito para ganhar a eleição e com apoio da comunidade internacional, isso tudo vai mudando a atmosfera da coisa. Esses anúncios de tudo o que está acontecendo nos bastidores com Moraes, escândalo de corrupção, isso certamente impacta, e o mundo inteiro está vendo".

Moraes esteve sujeito à Lei Magnitsky entre 30 de julho e 12 de dezembro de 2025. Washingtou usou uma justificativa alinhada aos arguementos promovidos por Eduardo, de que o ministro teria desrespeitado direitos humanos de cidadãos brasileiros ao conduzir o julgamento e a condenação pela tentativa de golpe de Estado em 2023.