Notícias

Trump se pronuncia após chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA

"Não vou comentar a respeito, mas demos autorização para que ele viesse a este país. Foram eleições estranhas", disse.
Trump se pronuncia após chegada de Flávio Bolsonaro aos EUATom Williams / CQ-Roll Call, Inc / Gettyimages.ru

Após a chegada do candidato derrotado à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, aos Estados Unidos, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que seu governo autorizou a entrada dele. Em declarações à imprensa, Trump classificou as eleições brasileiras como "muito estranhas" e afirmou que não se envolveria no assunto.

"Não vou comentar sobre isso. Sei que demos permissão para que ele entrasse no país. Vamos ver, mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo. Que eles decidam”, afirmou em declarações à imprensa, ao ser questionado sobre o que achava do fato de o ex-candidato ter se autoproclamado "presidente eleito" do Brasil.

Depois de insistir que não se envolveria diretamente no resultado das eleições brasileiras, ele opinou que tanto Flávio quanto o restante da família Bolsonaro haviam sido tratados "de uma maneira muito estranha". Trump também esclareceu que não conversou com o senador, que chegou hoje ao território dos Estados Unidos, com o apoio do governo da Argentina e após fazer uma escala no Equador.

Autoproclamação e retratação

Em uma carta pública, Flávio Bolsonaro autoproclamou-se "presidente eleito" do Brasil e alegou, sem provas, ter sido vítima de uma "fraude eleitoral" e "perseguição política" por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O parlamentar é alvo de duas investigações na Suprema Corte, que incluem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No documento, ele se comparou a figuras históricas como José Martí ou Charles de Gaulle, e afirmou que "sua luta pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos no Brasil está apenas começando". Insistiu que "é o presidente eleito", disse que "os criminosos que roubaram a eleição no Brasil fazem parte de uma organização criminosa que instaurou uma tirania", declarou que liderará a oposição do exterior e pediu à comunidade internacional que "não normalize o que está ocorrendo no Brasil".

Em seguida, divulgou uma versão editada do documento, na qual substituiu a expressão "presidente eleito" por "líder", embora tenha mantido o restante das acusações contra as instituições de seu país, o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e Moraes, a quem acusou de parcialidade contra sua família e seus apoiadores.